Agora que você já se ambientalizou e conheceu um pouco sobre cultura japonesa, vou indicar sites que podem ajudá-lo a confirmar e aprofundar o que constatou nos doramas, e ainda conseguir algumas aulinhas gratuitas:
Sites em português
Como Aprender Japonês
Aprendendo Japonês
Otaku Project
Aula de Japonês - Jornal NippoBrasil
Aprenda Japonês com o Tatau
Japanese Lessons - NHK World Online
Traduções e Aulas de Japonês
Site em inglês
Pera Pera Penguin's
MIT OpenCourseWare [site da famosa universidade americana, disponibiliza materiais oferecidos em disciplinas de seus cursos internos. Esse link principal inclui todos os cursos da universidade, por isso irei organizar os específicos do aprendizado de japonês, logo abaixo]
Pequeno tutorial: Em cada link, clique em "Download Course Materials" para baixar as apostilas; "Study materials" para materiais extras como vídeos, por exemplo; "Readings", para as leituras; "Exams", para os exercícios e provinhas de cada capítulo e veja no "Calendar" e "Assignments" quais são as metas do curso e qual o tempo ideal de cumpri-las.
Beginning Japanese I
Beginning Japanese II
Intermediate Japanese I
Advanced Japanese I
Advanced Japanese II
Para compensar a ausência por alguns dias, vou colocar um link com um achado que foi muito precioso para mim ao aprender japonês. São vídeo-aulas, tiradas de um DVD, com 24 aulas e as respectivas apostilas.
Baixe aqui no site da Anime Forces.
Ok, agora você está munido de diversas fontes de informação, mas ainda falta algo essencial: o dicionário.
Se quiser comprar algum mesmo, eu recomendaria os dois volumes do Dicionário Michaelis (um seria japonês-português, o outro português-japonês). Acredite, você vai precisar dos dois. Eu tenho o japonês-português e acho que teria sido mais útil se tivesse adquirido o outro ;P
Não é lá muito barato, mas se comparado com um dicionário de inglês "de marca", ou um bom dicionário de português, até que o preço é acessível. Quando eu comprei estava na faixa de 70 reais.
Existem dicionários online também. Mas há uma dificuldade: você precisa entender inglês. Até que isso é vantagem, porque você pode aprimorar dois idiomas ao mesmo tempo.
Denshi Jisho
Rikaichan
Não conheço, porém, nenhum bom dicionário online de japonês-português, a não ser o do Google - que serve para dar uma noção de termos separados, mas não é muito confiável.
No próximo post, virão os links das apostilas tradicionais de japonês. São válidas para quem gosta de aprender autodidaticamente, sem professor, e sem nenhuma orientação proveniente de sites ou blogs. Devo avisar, no entanto, que o japonês ensinado por essas apostilas é um pouco antigo, tradicional demais, e dificilmente você entenderá o japonês falado no dia-a-dia apenas com esse material. Serve, porém, como uma boa estruturação para o nível básico, se você se comprometer a pesquisar um pouco por conta própria da linguagem mais usual.
Japonês - Parte II
Japonês - Parte I
Apesar da mudança repentina e sem aviso prévio, vou começar hoje a série de dicas para se aprender japonês online, e darei continuidade a outros tópicos sobre inglês, caso apareça mais algum material relevante. Será mais ou menos esse o esquema do blog: eu posto o que considerar básico/essencial sobre um idioma, depois passo para outro, e vou continuando ambos na medida que consigo mais conteúdos.
Bem, muitas das pessoas que conheço e que estão aprendendo ou interessadas em aprender japonês, tentam aprender primeiro na internet. O motivo? Simples, curso de japonês é caro. Não sei na sua cidade, mas na minha é, e muito. Eu cheguei a pagar, e o mínimo que encontrei foi por R$100 a mensalidade, com material incluso. Sinceramente, não foi um curso satisfatório. Se eu tivesse a maturidade e informação que tenho hoje, teria adquirido muito mais conhecimento de graça. A Internet também ainda não era tão ampla em conteúdo, mas hoje pode-se dizer que (quase) tudo é encontrável.
Vou fazer um pouco diferente nessa postagem, inspirada por uma palestra que vi hoje na 39ª Semana de Letras do Centro Universitário Barão de Mauá.
Aprendizado de idiomas/linguagens tem que ser interessante, tem que incluir mídias e artes que despertem interesse. Então, vamos começar por duas das artes visuais mais apreciadas: o cinema e a novela. Argh, novela? Sim, novela! Todo brasileiro já se rendeu a alguns episódios de novela, pelo menos uma vez. É uma paixão nacional.
Mas não se enganem, também é paixão nacional em países asiáticos. Quer ver?
Acesse o portal do Jdrama Fansubs.
Fansub, antes de mais nada, é uma equipe de fãs que traduz e distribui gratuitamente mídias que não se encontram disponíveis em determinados idiomas. Drama, ou dorama, é como os japoneses chamam as novelas - que para nós, brasileiros, seria a estrutura que conhecemos como "minissérie". São, no geral, séries de 12 episódios, sendo que
O Jdrama é um fansub de filmes e novelas japonesas - mas também coreanas e chinesas - que faz tradução e legendagem do material para o português. É uma equipe muito esforçada, competente... e da qual eu não me orgulharia tanto de fazer parte, se não acreditasse no trabalho deles de divulgação da cultura nipônica com qualidade e sem fins lucrativos.
E o que isso tem a ver com aprender japonês, se já está legendado?
Ora, como uma ambientalização com a cultura, os costumes, os sotaques, é muito importante você "se cercar" de material no idioma que está aprendendo. E as novelas e filmes têm uma vantagem sobre os animes (desenhos japoneses) e mangás (quadrinhos japoneses), pois você tem realmente pessoas falando. Lembram do lance de leitura labial? Poisé, bem mais fácil em seres humanos do que nos desenhos.
Mas nada te impede de assistir animes, também. Aliás, quanto mais, melhor, contanto que esteja sempre atento mais ao áudio, do que à tradução.
Às vezes a tradução não é - às vezes nem pode ser - ao pé da letra, pois isso dificultaria a compreensão e adaptação à cultura brasileira. Então, como lição de casa, tente ver o que os japoneses falam quando...
1. se encontram ou se despedem;
2. estão nervosos;
3. estão tímidos (isso é bem comum) ou não sabem o quê dizer.
Nos próximos dias, estarei trazendo mais material FORMAL, ou seja, apostilas, gramáticas, e toda aquela chatice que é parcialmente necessária para o aprendizado.
No caso do idioma japonês, a parte mais importante da gramática é a escrita (que inclui os silabários fonéticos hiragana e katakana, e o conjunto de ideogramas kanji) e, secundariamente, a conjugação correta em tempos verbais, nos modos formal e informal. Para aprender o restante, você precisará estar pelo menos entre os níveis básico e intermediário desses dois primeiros. É um pouco diferente do que ao aprender outras línguas, como se pode notar.
Para os que ainda não gostaram muito dessa idéia de filmes e novelas (uma pena, já que muitos dos filmes e "novelas" - que você deveria chamar de dorama daqui para a frente - são baseados em séries de anime e/ou mangá), vou deixar alguns links de sites onde podem se encontrar episódios de desenho japonês:
Animes Down
Anime Total
Animes Shade
Animes Center
Anime House
Baixando Animes
Ah, mais uma diquinha: geralmente esses sites hospedam arquivos em servidores como o Megaupload, Rapidshare, Easyshare, 4shared, Badongo, etc. Cansado de ter que clicar link por link, e colocando as senhas? Então baixe o Jdownloader, que é um programa que baixa diretamente dos sites, bastando que vc dê um ctrl+c em cima do link. Fácil, né? Aqui vai um pequeno tutorial:
Primeiro, vá ao site de sua escolha, e clique no link para baixar o arquivo de sua preferência:
Segundo, com o Jdownloader aberto, copie o link que aparecer na barra de endereços:
Vá ao Jdownloader, na guia "Link Grabber", verifique se o status do arquivo é "Online", clique com o botão direito e seleciona "Add all selected packages":
Pronto, o download irá iniciar! Funciona também com listas de links, é só copiar, que todas irão para o LinkGrabber. Não esqueça de deixar o programa Jdownloader aberto. Dúvidas? Poste um comentário.
Caso queira procurar arquivos diretamente nos servidores: Woonzfiles
Espero que aproveitem!
Até a próxima (Jya ne!)
Inglês - Parte IV
Hoje, como prometido, haverá um post sobre filmes e livros/gibis de ficção.
Resolvi especificar para filmes, e não qualquer tipo de vídeo, porque no post "Inglês - Parte I" já sugeri diversos blogs que trabalham com vídeos para dar dicas de inglês, e é de se imaginar que vídeos com aulas são facilmente encontrados no Youtube.
Bom, em relação aos filmes, existem duas formas de adquiri-los e três formas de assisti-los.
Para adquiri-los, existem os dvds (alugados ou comprados) e os "filmes de internet" (que incluiriam dvdrips, versões gravadas no cinema, etc etc). Sem querer incentivar a pirataria, mas não sejamos hipócritas: quase ninguém mais compra ou aluga filmes. Mesmo sem baixar ou comprar pirataria, você poderia assistir online no Youtube ou em qualquer outro site que exiba videos online. Então, a acessibilidade é fácil, correto? Ok, agora a outra questão é como você vai assistir esse filme, visando a aprender inglês. A primeira forma é legendado em português. Eu não recomendaria muito, mas é só para enfatizar que você deveria deixar as versões dubladas de lado por um tempo. A não ser que vá com os filhos pequenos ao cinema. Sempre no áudio original, e de preferência no idioma que está estudando. Bem, para quem está começando, e se compromete a realmente prestar mais atenção no som, do que no texto, ainda é válido. Mas cuidado com o vício de "ler primeiro a legenda para depois ouvir o áudio", porque no final, você vai estar só lendo e não vai ouvir mais nada a não ser os "Thank you" e "Hello", que são mais óbvios, digamos assim.
A segunda forma é legendado em inglês (ou em qualquer idioma que você esteja aprendendo). Essa é muito boa, e na minha opinião é como você vai aprender melhor. As legendas em inglês costumam ser praticamente iguais, ou um pouquinho mais resumidas que a fala original. Então é como se estivesse lendo um script do filme (diferente do que acontece com as traduzidas, que podem conter pequenas alterações de palavras, visando mais ao sentido do que a fidelidade ao inglês). Mesmo que não entenda alguma coisa, a palavra aparece ali e você já apura os ouvidos para captá-la nas falas. O único aviso que eu deixaria aqui, seria sobre qual filme escolher, dependendo do nível de inglês. Para crianças, eu recomendaria a série Magic English, da Disney, que é o mais educativo. Filmes infantis atualmente tem enfocado também o público adulto e pré-adolescente, o que pode complicar um pouquinho o nível da utilização do idioma pelos personagens. Mas ainda existem os que são fáceis de entender. Para adolescentes, eu indicaria mais do que filmes, eu indicaria seriados também. Só não vá tentar entender "The Big Bang Theory" sem legenda, ou MESMO com legendas em inglês, se você não manja muito de física e cultura nerd em geral. Você vai rir metade do que deveria das piadas. Ou seja, selecione as séries que você vai baixar com legenda em inglês/sem legenda pelos temas, de acordo com o seu nível de inglês e de conhecimento de mundo. Séries e filmes sobre investigação, guerras e medicina também tem um vocabulário muito próprio, então deixe esses para quando estiver mais preparado (pode assistir com legendas em português, por enquanto).
A última forma possível de aprender inglês vendo filmes, é sem nenhum tipo de legenda, só com o áudio original. Particularmente, é algo que cansa um pouco. Seu cérebro vai fazer um esforço um pouco além do comum, e pode ser desgastante. O que você pode fazer é escolher filmes infantis ou do tipo "sessão da tarde" (comédias mais amenas, como as comédias-românticas), algo sem muito alarde e sem muita gritaria, onde possa apenas relaxar e tentar entender o máximo dos diálogos.
Eu acho muito difícil uma pessoa, mesmo com nível avançado de inglês, assistir filmes complexos (do tipo "O Código Da Vinci", "Pulp Fiction", ou qualquer outro que tenha um conteúdo truncado demais, ou envolva conhecimentos que você não tem em termos de vocabulário), sem a legenda. Chega uma hora que você acaba desistindo de entender cem por cento e começa a olhar apenas para as imagens passando na tela. Eu sei que o ideal de muita gente, quando começa a aprender um idioma é "assistir vídeos sem legenda", mas acredite, isso é realmente o topo da escada, o Hall da Fama. Nem os nativos entendem tudo o que ouvem, ainda mais quando misturam-se sotaques e gírias (como o sotaque irlandês, o australiano e as gírias do gueto americano). Você vai ser fluente bem antes de atingir esse nível, esse "nirvana" de um idioma.
Pense que você é uma senhora, assistindo o "Todo Mundo em Pânico". Tirando a parte sexual, que poderia te chocar e fazer sair da sala, teria dificuldades de entender tanto as gírias, quanto as piadas, porque não fazem parte da sua cultura. Certo? Então, sem cobranças. Pode assistir com legendas em inglês por um bom tempo. Depois tenta pegar a Sessão da Tarde da Globo na tecla SAP. Take it easy!
Agora, vamos aos livros de ficção e as histórias em quadrinhos.
Qual você prefere?
Livros? Então, 4shared.com . Dê uma olhada no Google, para ver qual o título em inglês do livro que você quer ler, e procure no 4shared. Aqui vão algumas dicas:
Nível básico - contos de fadas dos Irmãos Grimm, ou fábulas, que são um pouco menores. Alguns títulos: Cinderella, Snow White and the Seven Dwarfs, The Three Little Pigs, Rapunzel, etc etc. Ou alguma pequena história que você goste e tenha bastante familiaridade.
Nível intermediário - livros infanto-juvenis, como a série Harry Potter, Nárnia, A Series of Unfortunate Events (em português, Desventuras em Série), Fabulous Five e Fantastic Four.
Nível avançado - praticamente, o que você quiser, que considere mais aprofundado que os itens anteriores. Eu indicaria livros de comédia, porque são um excelente meio de se aprender expressões e gírias (não necessariamente palavrões, mas gírias do dia-a-dia, quando você quer mostrar descontração).
Histórias em quadrinhos?
Ok, essas eu recomendaria a partir do nível intermediário, porque não conheço nenhum título equivalente à "Turma da Mônica" em inglês. Mas se quiser ler especificamente a Turma da Mônica em inglês, é possível! Clique aqui, selecione a tira e depois clique "Tira XX em Inglês". Ha!
Se gosta de mangás, eu recomendo os sites Onemanga e o Manga Volume. Se prefere comics americanos, Online Comics . Existem também as tirinhas, que são divertidas e rápidas de ler. Algumas exigem um nível mais avançado, porque você vai ter que lidar com duplos-sentidos das palavras. Recomendo Cyanide and Happiness, e os sites King Features e Creators.
Have fun!
Inglês - Parte III
Olá, bem-vindos à mais uma postagem aqui do Poliglótico! ;D *se sentindo a Atendente de Telemarketing hoje*
Hoje, ainda nas dicas para se aprender Inglês - o primeiro idioma escolhido do blog - mostrarei a vocês uma tendência que cresce cada vez mais. Começou timidamente nas escolas de inglês, e agora é um dos principais métodos que os sites, professores e pessoas fluentes em inglês recomendam: música!
A facilidade da utilização da música como instrumento de aprendizado é simples: você une os gostos pessoais e uma atividade de lazer com algo educativo. Parece bobo, não? Mas funciona.
Chega de embromation ao cantar, agora vamos atrás das letras e da estrutura por detrás delas (seja ela correta do ponto de vista gramatical, ou totalmente errada - às vezes também é bom aprender com os erros dos outros, por assim dizer).
Bom, nem preciso mencionar que músicas nas aulas de inglês eram o terror de certas pessoas, né?
É justificável, porque muitos cursos "sem noção" batiam na tecla de ensinar primeiro músicas infantis, depois músicas fáceis, porém antigas, para depois chegar nos superhits. Muita gente se descabelava ao ter que ouvir pela 3ª vez aquela música do Eric Clapton, do Roxette... que o professor amava, mas muito adolescente da classe torcia o bico.
Um jeito fácil é você escolher, entre as músicas que gosta, aquelas que imagina serem fáceis, médias e difíceis. Por exemplo, se você gosta de rock, existem as músicas mais lentas, ou que você consegue ouvir melhor a articulação das palavras pelo vocalista, e existem os heavy metal gritadíssimos, com milhões de palavras esquisitas cantadas rapidamente. Tente fazer mais ou menos uma progressão de níveis, ok? "Essa eu acho que consigo entender alguma coisa" até "Nem sei se isso é inglês".
Aí vem o processo um pouco mais trabalhoso:
1 - baixe a música (o 4shared.com tem praticamente tudo, de tudo) ou carregue no Youtube um clipe SEM A LETRA ou tradução. É importante procurar por um vídeo com o artista cantando, pois além do áudio você tem a leitura labial das palavras.
2 - vá anotando aleatoriamente as palavras que for conseguindo entender num Notepad. Se já tiver conhecimento suficiente para entender frases, tente anotá-las também.
3 - agora vá num site de letras de música e faça a comparação (os indicados são o Letras de Músicas, do Terra, e o Vagalume da UOL).
4 - busque em algum dicionário as palavras que você identificou errado, ou não identificou. Não é importante entender a estrutura da frase de início, apenas buscar por alguns substantivos, adjetivos ou gírias.
5 - se quiser saber melhor sobre a estrutura gramatical, compare a letra original com a traduzida (isso é um pouco arriscado, pois existem muitas traduções por aí. Seria melhor checar umas duas ou três versões para ter certeza).
6 - ouça a música denovo e tente identificar o que aprendeu de novo! ;P
Ok, sei que dá mesmo um pouco de trabalho. Mas pense assim, tem dias que ouvimos vinte vezes a mesma música, e nem paramos para pensar na mensagem que ela passa. Ou vemos um clipe e não entendemos a história, o que pode gerar curiosidade maior sobre a letra. Qual o problema de ouvi-la algumas vezes, prestando um pouquinho mais de atenção? Afinal, não é a música que alguém te forçou a aprender, mas a que você escolheu.
Se você busca por exercícios, do tipo dos que são dados em sala de aula, existe um site especializado nisso, com uma certa variedade tanto de músicas, quanto de tipos de exercício. Mas está todo em inglês, porque é idealizado para professores que usam esses recursos em aulas: Musical English Lessons
Como "cortesia", vou deixar três exemplos de música. Algumas eu não conhecia, pois peguei na lista de mais visualizadas dos sites de letras de músicas, tentando agradar a maior parte das pessoas que possam acessar. Vou deixar um julgamento, pela forma como articula as palavras e vocabulário usado, de qual achei mais fácil, a média e a mais difícil de todas. Não é necessariamente o que vocês vão sentir ao ouvi-las, mas vale como um direcionamento.
Fácil: Pussycat Dolls - Hush Hush (Letra - Vídeo - Tradução - Exercício)
Média: Black Eyed Peas - I Gotta Feeling (Letra - Vídeo - Tradução - Exercício)
Difícil: Jason Mraz - I'm yours (Letra - Vídeo - Tradução - Exercício)
Não percam os próximos post sobre aprender inglês com filmes e livros.
Até mais!
Inglês - Parte II
Continuando a série de links para o aprendizado online de ingles, hoje darei dicas de sites com joguinhos e exercícios.
Descobri recentemente que há uma seção no site da editora da Universidade de Oxford, dedicada aos estudantes. Contém uma série de exercícios e até samples ("amostras") de livros, de acordo com o nível, idade e série de publicações da própria editora.
Dê uma olhada aqui.
Na guia Primary, existe material num nível mais básico, geralmente voltado para crianças de até uns 10 anos, mas que também pode ser aproveitado por quem está começando a aprender inglês.
Em Secondary, seria algo mais de básico a intermediário, voltado para pré-adolescentes e adolescentes (o que também não exclui outras faixas etárias em níveis mais iniciais do idioma).
Em Adults, há conteúdo de intermediário a avançado, voltado a exercícios, gramática e material mais "formal". Existem algumas seções especializadas em Carreiras Profissionais, por exemplo, a Business Grammar & Practice, voltada para o setor de Negócios e Administração; o Tech Talk, para quem deseja aprimorar o vocabulário na área de tecnologia, informática e afins; e também o Oxford English For Careers, que reúne vocabulário e gramática sobre algumas profissões, dentre elas Medicina, Enfermagem e Turismo.
Lembrando que nesses sites não são encontrados os livros na íntegra, mas material complementar ao estudo desses livros (que são vendidos pela Editora Oxford através do site). Mas são muito úteis para quem procura exercícios e jogos do tipo palavras-cruzadas, ou mesmo mais infantis, para testar/aprender vocabulário e gramática.
Outra seção que eu gostaria de destacar é a do Oxford Learner's Grammar, que inclui algumas amostras do livro em si. Na guia Finder plus, existem 5 amostras de gramática muito útil no inglês - algo que nem sempre se encontra nos cursos das escolas de idiomas, e é bem essencial na escrita e na fala. Seriam elas o American English, que ensina algumas diferenças entre os sotaques americano e britânico (lembrando que não são dois "ingleses" diferentes, apenas formas de pronúncia, grafia, alguns tempos verbais e substantivos novos que apresentam peculiaridades); o Numbers and Time, sobre como se diferenciam números cardinais, ordinais, números que expressam multiplicidade de vezes e datas; o Punctuation, que explica o uso correto de ponto, vírgula, letras maiúsculas (esse eu achei extremamente útil, porque é algo bem difícil de ensinarem nos cursos regulares e, por incrível que pareça, a pontuação no inglês NÃO é exatamente igual a do português, com seus apostos e tal); o Word Stress, que é sobre as sílabas tônicas das palavras e pronúncia, muito importante no inglês falado; e, por fim, o Word Formation, sobre formação de palavras em si, substantivos compostos, prefixo e sufixo, etc (aprendendo bem sobre prefixo e sufixo, você pode deduzir milhares de palavras em inglês sem precisar ficar "decorando o dicionário").
Todas as amostras estão em formato PDF (se não tiver o PDF Reader, baixe-o clicando aqui), tem 10 páginas ou menos de extensão e estão escritas em inglês de nível intermediário. Enfim, nada para se descabelar, só para auxiliar e desmistificar a tão temida gramática.
Mas, para pessoas que pensam em ser professores de inglês algum dia, ou que apenas se interessaram em baixar livros sobre gramática, vou deixar alguns links a seguir.
Deixo apenas os livros em inglês, porque são mais confiáveis, e estou assumindo que o interesse maior em gramática seria dos alunos do nível intermediário em diante, que teriam melhores condições de ler este material:
Oxford Guide of English Grammar
Oxford Practice Grammar with Answers
The Good Grammar Book
Longman Grammar Practice for Elementary Students (nível básico)
Longman New Grammar Practice for Pre-Intermediate Students (nível pré-intermediário)
Longman English Grammar Practice for Intermediate Students (nível intermediário)
Longman Advanced Grammar (nível avançado)
Cambridge English Grammar In Use - Intermediate Book (nível intermediário)
Cambridge English Grammar In Use - Advanced Book (nível avançado)
E alguns sobre vocabulário e os famosos "Phrasal Verbs":
Cambridge English Vocabulary In Use
Oxford English Phrasal Verbs In Use
Oxford Making Headway - Phrasal Verbs and Idioms
Cambridge English Phrasal Verbs In Use
Chega de teoria né? Vamos aos joguinhos!
Se estiver cansado dos jogos do site da Oxford, existem mais alguns educativos. Vou deixar alguns sites, direcionado a jogos mais infantis:
Games for Kids in The Stacks - Scholastic.com
Funschool
Inglês para crianças - Inglês Online
O Mundo do Inglês
Aprendendo Inglês - Escola Games
Games online - Guia de Inglês (esse tem sugestões de sites com jogos para pessoas mais velhas, professores e adolescentes, com quizzes e tudo o mais)
Bom, essas são as opções mais simples, mas nada impede que uma pessoa aprenda inglês com um jogo online mais complexo. Por exemplo, eu fui obrigada a aprender muito vocabulário jogando o HelloKitty Online Norte América. Inclusive alguns jogos têm chats onde os usuários podem conversar. Eu só pediria para tomar cuidado com o excesso de gírias e palavrões logo no início, pode ser meio chocante. Não é o caso, por exemplo, de jogos como o HelloKitty Online, onde o público ou no geral é bem jovem (menos que 12 anos), ou bem mais velho (mais que 25 anos de idade), portanto as pessoas se respeitam mais.
Por exemplo, ao perguntar "Where are you from?" ("De onde você é?"), você pode receber respostas desde o mais ingênuo "US" (Estados Unidos), até os mais espertinhos "From your mom's house" ("Da casa da sua mãe") ou "From hell" ("Do inferno").
Experiência própria. Então, tenha cuidado!
Ah, e nem tudo é online também.
Provavelmente o Nintendo Wii tenha muitos jogos no estilo educativo, com inglês fácil de se entender, ou o Xbox 360 tenha jogos mais voltados a um público adulto, para quem se interessa em vocabulário sobre guerras, lutas e afins.
Existem várias formas de "se forçar" a aprender inglês. Não num sentido ruim, mas de mergulhar de cabeça num idioma e se cercar por ele até que se torne algo natural. Darei mais dicas ao longo desses dias, mas fica aí para você pensar: Por quê não mudar o idioma do seu celular, video-game, câmera digital, aparelho de televisão, etc, para o que está aprendendo? Pode ser algo interessante!
Ok, então, nos vemos na próxima!
Dicas para se estudar um idioma e Inglês Parte I
Bom, começando com a série de links para ajudar a organização do ensino de idiomas, vou indicar um site que, na verdade, se dedica ao ensino de inglês, mas que dá dicas que são válidas no estudo de qualquer língua.
O InglesJa.com, da Fabiana Lara, é voltado para pessoas que tentam aprender o idioma (online ou presencialmente) e encontram dificuldades, geralmente relacionadas à proficiência do inglês, em termos de escuta e pronúncia.
Na página inicial, o usuário pode se inscrever por e-mail no "Desafio dos 30 dias", onde vai receber um link por dia no seu e-mail, durante um mês, de vídeos preparados pela Fabi com dicas para se mudar os "maus hábitos" dos estudantes e incentivar o aprendizado com base nas mídias de input (vídeos, músicas, filmes, livros, podcasts, etc). Fiz e recomendo, realmente traz uma visão bem interessante que vale para qualquer idioma.
Os vídeos estão todos disponíveis na seção "Lições" do site, e ainda há um Blog onde ela posta mais dicas diariamente. Oferece também venda de e-books, livros e cursos online.
Na mesma linha, existe o site Xokmax.com, do Prof. David Bailey. É também um blog com vídeos que se propõe a dar dicas, e também algumas pequenas aulas ensinando diferenças entre palavras, histórias, etc. O Prof. David também produz material voltado para o aprendizado de inglês através do áudio, para quem se interessar em comprar.
Em breve, será lançado ainda o Desafio Xokmax, que eu acredito ser parecido com o Desafio dos 30 dias do InglesJá.
Um dos sites mais completos sobre o ensino de inglês é o English Experts, com milhões de dicas, aulas, exercícios, vídeos, links para cursos online (gratuitos ou pagos), para quem estuda inglês por conta própria online. Possui fórum próprio e chat para troca de informações entre os usuários.
Ok, chega de propaganda.
Posso garantir que todos esses sites seguem uma linha de raciocínio: não se aprende inglês apenas estudando gramática, e sem se esforçar um pouco em tentar entender o idioma falado. As possibilidades são várias, e eles estão aí para auxiliar na escolha de métodos mais práticos e com dicas de gramática para o essencial, sem decoreba.
Mas, e aí, já tem um dicionário de inglês?
Caso tenha preferência por um dicionário online, eu indicaria o The Free Dictionary, apesar de ser um dicionário Inglês-Inglês, é o que traz maior possibilidades de tradução e você apreende o significado pelos sinônimos, sem precisar saber o equivalente exato na sua língua materna.
Para quem ainda está começando e precisa de definições em português, existe o Babylon, da UOL, que só traduz palavra por palavra (e não expressões ou substantivos compostos). Também da UOL, existem os dicionários Michaelis online, onde podem ser feitas buscar em vários idiomas.
Se você tiver um nível de inglês avançado e gosta de aprender gírias, regionais ou de internet, acesse o Urban Dictionary. O site é todo em inglês, mas muitíssimo interessante. Dá para achar praticamente de tudo mesmo, até as abreviaturas comuns na internet. Tudo explicado de forma informal, já que são os usuários que fazem as contribuições com os termos.
Mas se você quer ter um dicionário digital, que esteja disponível mesmo offline, vou indicar alguns links para baixar os softwares.
Dicionário Inglês-Português Oxford Escolar
Dicionário Escolar Longman (em formato ISO, para ser gravado em CD)
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Cambridge Advanced Learners' Dictionary (todo em inglês)
Well, espero que tenha ajudado. Essa postagem não é definitiva, pretendo colocar mais links úteis progressivamente.
Amanhã, farei um post sobre download de livros suporte para se aprender inglês.
Cya!
O que é poliglotismo, afinal?
Como postagem inicial, acho que vale explicar um pouco sobre o poliglotismo e refletir um pouco sobre sua importância:
"Poliglotismo é a capacidade de utilizar quatro ou mais línguas, incluindo aí a língua materna, de maneira eficaz em relação aos objetivos da comunicação do indivíduo. É preciso levar em consideração: 1. As habilidades lingüísticas (leitura, escuta, escrita, fala). 2. O nível de proficiência de cada uma dessas habilidades. 3. O contexto de uso da língua. 4. As necessidades e objetivos da comunicação." (Fonte: Encontro Poliglota)
A partir dessa definição, podem surgir algumas dúvidas do tipo "Por quê a língua materna se inclui, quando se contam o número de idiomas que um indivíduo conhece?". Ora, pois é o idioma principal em que uma pessoa se comunica, pensa, sonha, planeja... e a base na qual irá aprender todos os outros. Com a exceção de alguns casos de crianças de países bilíngues - como o Canadá, onde podem aprender o inglês e o francês simultaneamente - as pessoas no geral se valem de um idioma base que usam para comparar e analisar os outros que aprende. Embora muitos professores considerem esse processo como "errado" e incentivem o pensamento natural na nova língua (e não a tradução simultânea de todos os termos para a língua materna), sabemos que em muitas situações, é assim que acontece. Principalmente no começo, onde é muito mais prático se comparar os idiomas, do que se exigir de um professor mímicas ou imagens até que o aluno apreenda um significado ou conceito.
Outra observação que se pode fazer é que, se devemos levar em consideração a proficiência nas habilidades linguísticas da leitura, fala, escrita e escuta, não seria ideal primeiro ter o domínio sobre o idioma materno, para depois aprender os outros? Ao menos eu creio que sim.
Por exemplo, ao aprender japonês e espanhol em cursos regulares (leia-se presenciais), tive que rever conceitos como sujeito e predicado, orações subordinadas, tempos verbais... conceitos esses que são abstratos e foram criados com o simples propósito de formalizar as regras de uma língua (o que chamamos de "Gramática"). Sem entender a gramática de nossa língua materna, tais conceitos se tornam muito subjetivos para aplicação em outros contextos, tomando mais tempo de estudo ou total incompreensão desses aspectos.
A gramática nada mais é que a formalização, a oficialização de regras de fala e escrita que foram criadas ao longo das gerações, pelo uso e desuso de determinadas estruturas idiomáticas. Não é, portanto, estática nem universal, dado que os idiomas estão em constante transformação. Essas regras podem ainda ser mudadas de acordo com instituições que tenham por fim o cultivo da língua e literatura de um país (assim como a Academia Brasileira de Letras). As mudanças feitas geralmente tem o intuito de facilitar a comunicação, excluindo estruturas que mais complicam do que auxiliam o aprendizado de um idioma. Gramática não é, apesar do que muitas escolas de idiomas pensam, o essencial de um idioma. A gramática surgiu do idioma puro, falado pelo povo, e tem o propósito didático de facilitar seu ensino. Deve ser utilizada apenas com esse propósito: a facilitação do ensino do idioma. Nada de decorar imensos livros, isso não torna ninguém proficiente. Lembre-se que a escrita corresponde a apenas um quarto das habilidades necessárias para a comunicação num idioma. As outras três se referem a aspectos mais práticos: a fala e a escuta, que implicam em vivência na língua e por si só já a ensinam, mesmo que não se aprendam as regras formalmente (é o processo pelo qual aprendemos quando somos crianças e não temos ainda o nível de abstração necessário para entender os conceitos de regras gramaticais) e a leitura, que é a capacidade de entender a representação gráfica do que é falado (sendo que muitas pessoas conseguem entender um texto mesmo sem compreender todas as palavras nele escritos).
Como nosso idioma materno nós já falamos, escutamos e... espero eu, lemos bem, fica faltando um aprofundamento nas regras de escrita.
Já tá por dentro da Reforma Ortográfica? Ainda não? Que vergonha... entra nesse site aqui e baixa uma apostila pra aprender um pouco mais:
Guia Prático da Nova Ortografia (Reforma Ortográfica) - Michaelis
E pros idiomas novos?
Esses sim, você deve começar mais pela parte prática, do que pela gramática. É, é o oposto do que muito professor ensina por aí. Mas quer saber, quando você estiver solto no mundo por aí, ninguém vai te perguntar sobre verbos e adjetivos. A não ser que você queira ser proficiente nos 4 domínios da língua - ou seja, escrever bem também - aí você busca um pouco mais de gramática para se expressar melhor. Sobretudo se pretende trabalhar no exterior.
Foi para isso que criei esse blog aqui, com algumas dicas, links, apostilas e outras mídias que podem ajudar a entender outros idiomas.
E nada de sair falando que é poliglota, só porque sabe falar "bom dia" em mais de quatro idiomas. Tem que estudar muuuuuuuuuuuito! E falar, e escutar, principalmente.
Bem, Boa Sorte a todos nós!

